sábado, 27 de julho de 2013

O Cristo é Pop

Sim, ele chegou. Arrastou multidões, promoveu a idolatria, deixou sua mensagem. Era preciso, afinal de contas, já faz um tempo que as ideias que ele defende estavam caindo no esquecimento de muitos.

Mas aí veio o grande e épico momento: a encenação! Quase perfeita. Levaram a cruz, mas se esqueceram do Crucificado. Ele morreu, disseram, mas no final, não houve tempo para ressuscitá-Lo... não... tinha uma senhora.

Ele chegou, discursou de acordo com o script previamente estudado. Comoveu a todos os que estavam atentos. Todos buscam a verdade, mas a verdade não foi contada de um todo. Sempre há um contexto fora do texto. Não gostam do livro...

Ele está aí, agradando a maioria, levando aos prantos aqueles que nunca adoram. Todos gostam dele, ele é um sucesso!

Ele se vai amanhã... o que ficará? Levará consigo a fé dos romeiros? Mudará o rumo da história? Criará um novo e vivo caminho? Sabemos que não.

Não se engane. Tocar no homem é mais fácil do que atingir o Deus. O toque divino exige mudanças, transformações, meias-voltas. É necessário um auto-exame e um recomeço constante para não errar o alvo. Deus é exclusivista e tem ciúmes. Gosta dos que andam em sinceridade de coração e que amam tudo aquilo que Ele ama.

Quando Ele voltar (e não tarda), não precisará de helicópteros, nem carros, nem ensaios. Virá anunciado por trombetas, rasgará o céu de um lado a outro e julgará toda obra do homem.

Oro sinceramente para que os jovens, quando se decepcionarem com o dia de amanhã (e é certo que irão) e não tiverem mais seu pop star desfilando pelas ruas, não desistam de buscar. Antes, porém, que busquem a Quem de direito merece toda devoção, toda adoração, todo esforço de deslocamento. Que os jovens desse mundão se arrependam e mudem suas mentes. Que finalmente entendam que só há um caminho, uma verdade e uma vida, e esse é Jesus.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

O agir da espera


“Esperei com paciência no Senhor, e Ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor. Tirou-me dum lago horrível, dum charco de lodo, pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos. E pôs um novo cântico na minha boca, um hino ao nosso Deus; muitos o verão, e temerão, e confiarão no SENHOR. ” (Sl. 40:1-3)

Onde estaria Davi quando compôs este salmo? Onde (ou o que) seria esse charco de lodo, esse lago horrível? Que situação extrema poderia ser chamada dessa forma na vida de um homem? Sempre que leio essa passagem, fico tentando encaixar a minha realidade (com suas mazelas e lutas) nesse tal lago tenebroso que o salmista ilustra.

Creio, irrefutavelmente, que Deus é poderoso para nos tirar de qualquer situação difícil. Aliás, acho que poucos duvidam disso. A questão aqui não é a capacidade de Deus agir em nosso favor, nem tampouco a natureza podre e aparentemente sem solução da circunstância que nos cerca. A chave do sucesso, que nos eleva à condição de firmar nossos pés sobre a rocha, é a nossa disposição para esperar. Não como quem não faz nada e simplesmente cruza os braços sem esboçar nenhuma atitude. Mas como quem sabe em quem confia, como quem luta por algo, como quem quer verdadeiramente alcançar sua promessa.

O dicionário Houaiss traz algumas explanações sobre o verbo esperar: ter esperança, contar com, confiar em, não agir, não tomar decisões, não desistir de algo, não ir embora...

Será que diante de uma situação de calamidade nós sabemos esperar pela providência divina? Quanto tempo estamos dispostos a, pacientemente, aguardar que Deus decida nos ajudar? Podemos garantir que não iremos tentar contornar o obstáculo com nossos próprios recursos? O que dizer da nossa lei das compensações, através da qual nos julgamos merecedores de certos prazeres momentâneos que aplaquem nossa ansiedade? Temos fé suficiente para louvarmos o nome de Jesus sem nem ao menos vislumbrar uma pequena nuvem?

A carta de Paulo aos romanos, em seu capítulo 5:3-5 diz: “... gloriemo-nos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a perseverança, e a perseverança a experiência, e a experiência a esperança; e a esperança não desaponta...”

A palavra tribulação, traduzida do grego thlipsis, é a mesma que Jesus profere em Jo. 16:33b: “No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.”

Segundo a concordância bíblica de Strong, a palavra thlipsis pode denotar, entre outras coisas: tribulação, aflição, opressão, perigo, sofrimento, agonia, problema financeiro, necessidade, apuro, dilema, perseguição.

Ora, a tribulação a que Paulo se refere pode muito bem ser vista como famoso lago horrível de Davi. Um lugar de opressão, apuro, sofrimento. Uma situação limite da qual o homem sozinho não consegue se livrar. Um lugar onde se tem apenas duas alternativas: se debater em meio ao pânico ou esperar por socorro. Sendo assim, seguindo a ordem do apóstolo, percebemos que as aflições da vida nos levam à perseverança, que por sua vez nos tornam experientes, culminando com um coração esperançoso. Esperança esta que não desaponta. Logo, é dentro do lago que aprendemos a esperar.

Se formos parar para pensar, vamos ver que o oposto da espera, isto é, tudo aquilo que nos afasta da realização de algo que se quer ou precisa, tudo que nos tira a confiança, tudo que nos rouba a expectativa, nos prende ao lamaçal da alma. O oposto da espera é o desespero. Quem não espera, se desespera. Mata a esperança, mata a confiança, desanima, perde a fé e se entrega à aflição. Quanto mais nos debatemos em desespero, mais nos afundamos na areia movediça.

Jesus já nos disse que em nossas vidas teríamos thlipsis, ou seja, nos desesperaríamos. Talvez até pensássemos que não tinha mais jeito. Que era para ser assim, pois nascemos para viver desta forma, sujos de lodo, mudos para o louvor de Deus, irrecuperáveis diante o dia mau. Mas o Mestre nos ensina que devemos encontrar bom ânimo e esperarmos Nele. Ele venceu o mundo. Ele é vitorioso. Ele é merecedor e capaz de nos içar do fundo do poço, donde só Deus é capaz de ouvir nosso clamor. Lá dentro, no escuro da tristeza, devemos continuar acreditando na promessa do Pai: “Eu é que sei que pensamentos que tenho a vosso respeito. Pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais”.

A espera pelo milagre passa pela atitude de crer. Crer é agir, é não desistir, é ter por certo algo que não se vê mesmo sob circunstância desfavorável. Como quem se atola num lamaçal de problemas, mas que não se entrega nem se debate. Antes, porém, toma a decisão de invocar a providência que vem do alto e aguardar seguro sobre a rocha da fé.

Paz

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Grisalhos


Hoje eu completo 40 anos de idade. Pra mim (e pra muitos também) é uma data emblemática, pois marca uma época na vida de qualquer um. Tempo de refletir, analisar, fazer um balanço da vida e ver, não somente em que pé ela está, mas, principalmente, o que vai querer fazer com “a segunda metade” do que restou dela.

Confesso que me tornei um tanto nostálgico nesses dias. Comecei a investigar um pouco o passado e, por um golpe do acaso, me lembrei de alguns planos que fiz aos meus 20 anos. Admito que isso mexeu um pouco comigo. Não se passa impune ao revirar os recônditos esquecidos das nossas lembranças. Muita coisa vem à tona, nos lembramos de onde viemos, o que planejávamos ser e com quem andávamos. Nem sei por que estou pensando nisso agora. Talvez para comparar o rapaz agitado que achava que sabia demais com o “jovem senhor”, pai de filhas, que sabe menos a cada dia. Como bem disse Will Durant, “a educação é a descoberta progressiva da nossa ignorância”. Graças a Deus, o passar dos anos não frutificou os planos que fiz. Tenho certeza de que o jovem esportista, que dizia que nunca iria se casar e que estaria rico no futuro, iria ficar fulo da vida com o crente, família e seus toques grisalhos, cada dia mais evidentes, que ele se tornou.

O legal disso tudo é que me senti orgulhoso do planejamento infrutífero. Ri sozinho da minha incapacidade de decidir meu o futuro naquela ocasião e, melhor ainda, hoje me encontro muito mais motivado a fazer planos, por mais que o tempo não jogue a meu favor.

Chego aqui cheio de falhas, eu sei. Reconheço minhas inúmeras limitações, mas minha alma se alegra mais e mais a cada dia com o potencial de evolução que ainda tenho pela frente.

A caminhada é longa, herdei algumas rugas do tempo, um ar de desconfiança teima em rondar meus pensamentos, mas meu entusiasmo é ainda maior hoje! A palavra entusiasmo (do grego en + theos, ou seja em Deus) ilustra perfeitamente o momento que vivo. E eu me recuso a renunciá-lo, mesmo que isso possa parecer que estou em crise.

Aos 40 anos, entretanto, você é bombardeado de informações de alerta (e a essa altura, talvez eu não saiba definir se esse ataque vem de fora ou se é normal se sentir assim). Pra começar, suas visitas ao médico se tornam mais frequentes, não que você esteja doente, mas como diria a nossa avó, “seguro morreu de velho”. Seus colegas de serviço mais novos passam a te chamar de senhor, você começa a ter pouca disposição para ficar até altas horas da madrugada acordado, qualquer excesso de comida deixa de ser absorvido generosamente pelo organismo e passa a habitar uma zona equatorial do seu corpo, sua paciência tem curta duração.

Por outro lado, nem tudo são espinhos. Um certo charme e elegância tomam o lugar da agitação. Você passa a conhecer lugares bacanas (até porque já viajou bastante). Provavelmente fala mais de um idioma, é bom conhecedor de vinhos e culinária. Já fez e consolidou excelentes amizades e sabe que poderá contar com elas para toda sua vida. Seus pais começam a te pedir conselhos. O envelhecimento tem lá suas compensações.

Olhando com romantismo para essa jornada, percebo o quanto Deus é justo conosco. Primeiro porque Ele nos dá toda oportunidade de acertarmos as contas aqui em vida. Além disso, nos dá também todos os elementos necessários para seguirmos o caminho.

Aprendi que a gente deve compartilhar o que é bom. Multiplicar o bem nos torna mais humanos e menos parecidos com pedras. E nessa visão de fazer o bem sem olhar a quem, se eu puder contribuir nem que seja por um instante, gostaria de registrar aqui aquilo que aprendi até hoje com esse pouco espaço de tempo nessa vida.

Leia! Acostume-se ao saber. Não há preço para a liberdade. E não há liberdade maior do que conhecer a verdade. Busque o conhecimento, mas não faça isso como quem espera o produto final. Curta o caminho, delicie-se com cada pitada de conhecimento que adquire.

Aprenda a ouvir. Acostume seu ouvido para ouvir, não para escutar. Pode parecer meio óbvio isso, mas muitas vezes não queremos dar ouvidos aos outros. Use-o para assimilar a maior quantidade possível de informações. Retenha aquilo que te exorta, edifica e consola. E que tudo o mais saia pelo outro lado.

Ande com quem te impulsiona a crescer. Mesmo sendo longa, a caminhada é rápida e cansativa demais para se gastar tempo com gente mesquinha, de coração duro, cujos deuses são seus próprios ventres. Afaste-se de quem te leva a pecar e a trair a justiça.

Seja prudente ao tomar decisões. Pense como numa jornada em que todo o lixo jogado inadvertidamente irá parar em você mesmo. Guarde o seu coração. Ele influencia seus pensamentos. Pensamentos viram palavras. Cuidado com as palavras que usa, somos regidos por um governo fundamentado nelas. A palavra lançada se transforma em ações, que por sua vez se tornam hábitos. Mude seus hábitos. A monotonia é a ferrugem da alma.

Não guarde mágoas. Essas invenções malignas de reservar um espaço precioso de nossa mente para carregarmos essas frustrações só nos envelhecem e nos tornam chatos. Aprenda a perdoar (e a pedir perdão). Transforme-se pela renovação do seu modo de pensar. Tome a iniciativa de se libertar desse peso.

Creia! Aceite ser dependente e não auto-suficiente. Reconheça seus erros. Não insista num caminho que obviamente vai te levar a um lugar de ruína. Cedo ou tarde (melhor que seja cedo) você terá que percorrer tudo de volta para recomeçar do ponto onde se distanciou da verdade. O Caminho é um só!

Semeie! Saiba que a semeadura é opcional, mas a colheita não, ela é obrigatória. Só se colhe aquilo que plantou. Tenha paciência de esperar a época certa de colher. Não fique espiando todo o tempo para ver se já é hora de colher. Tudo tem o seu tempo determinado. E não desista da colheita. A princípio, um broto não se parece com o fruto sonhado, mas como tudo o que há debaixo do sol, há um processo em andamento, em você, em seus planos e também na sua colheita. Saiba esperar.

Plante amor. É o dom mais precioso que Deus nos deu. Lembre-se de que Ele nos amou primeiro quando éramos pecadores. Essa é a verdade do amor, não se espera nada em troca. Cultive isso e amontoará para si um tesouro eterno de glória.

Ame! Não tenha medo de amar. Não passe por essa vida sem experimentar esse derramar de amor por alguém. Não resista quando ouvir aquela voz que estremece todo o seu ser. Louco é quem nunca amou. Entregue-se. Não seja frio como o metal que soa ao ser batido ou o címbalo que retine mediante um estímulo. Não espere o amanhã. Hoje é o melhor que se consegue e o amanhã está destinado ao mistério.

Se você me perguntar se eu segui tudo isso aí acima, honestamente te respondo que não. E justamente por isso, infelizmente, ainda estou colhendo muitos frutos amargos devido às escolhas que fiz lá atrás. Mas eu sigo para frente, olhando para o Alto.

Agradeço a Ele por ter me escolhido e me levantado. Por ter me feito no ventre de Dona Ana, por ter me possibilitado conhecer Natália, mulher que eu amo, por ter me dado três lindas filhas princesas, Luisa, Gabriela e Mirela, e por todos os grandes amigos que fiz.

Se você leu tudo isso é por que me valeu a pena ter acordado cedo nessa manhã. Saiba que junto a este texto há uma oração fervorosa ao Senhor para que Ele te abençoe. Que eu e você possamos cantar novas canções a cada dia, contemplando o que há de mais belo e perfeito nesse mundo: o Amor.

Um beijo carinhoso pra você.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O que é a verdade?


Semana passada eu fui bombardeado por essa pergunta de forma muito direta. Essa pergunta não me pegou de surpresa, pois já haviam me perguntado isso antes, nem me fez pensar muito a respeito – na hora – sobre ela, mas com o tempo, fui sendo incomodado com um curiosidade insuportável que só pôde ser saciada com a busca da Palavra de Deus. Desta forma, tento nessas linhas, conjecturar acerca de algo que em primeira instância parece-nos bastante óbvio, mas que sob uma análise mais profunda, tende a nos fazer viajar no tempo e no espaço, da filosofia à lógica, nos fazendo voltar, em alguns casos, de mãos vazias, ou talvez de mãos cheias demais.

Pense um pouco sobre isso e tente dar respostas pra isso. Imagine-se tentando explicar isso a um alienígena que não tem nenhuma base de conhecimento do comportamento humano. Perceba que tudo o que você disser vai ficar abstrato demais, mesmo que você incorra no pensamento tautológico – sem fim – de dizer que a verdade é o oposto da mentira. Uma vez que o ET não sabe o que é mentira, tanto faz negá-la ou afirmá-la, ele continuará sem saber de nada.

Tentei ir pelos textos do dicionário e encontrei uma “definição” da palavra verdade: “conformidade com o real”. Interessante... o alienígena continua sem saber de nada. Até porque, qualquer que seja a definição que se encontre, sempre iremos nos deparar com uma certa relatividade com outra coisa, uma referência, uma analogia. O que se conclui que A é verdade se está de acordo com B. E vamos em busca de provar B para que concluamos A...

Platão definiu a celeuma da seguinte forma: “verdadeiro é o discurso que diz as coisas como são e falso é aquele que diz como as coisas não são”. Aristóteles diz que: “Negar aquilo que é, e afirmar aquilo que não é, é falso, enquanto afirmar o que é e negar o que não é, é verdade”. Agostinho afirma: “existe, sobre a nossa mente, uma lei que se chama verdade”. Como eu não poderia ficar em cima do muro, afirmo que verdade é aquilo que de fato é.

A Bíblia relata no livro de Êxodo, capitulo 3, a conversa de Deus com Moisés, em que este relutou o quanto pode diante do chamado quando estava no Monte Horebe. O Senhor o havia ordenado que falasse ao povo que ele iria libertá-lo, mas Moisés, cheio de dúvidas, ainda solicitou uma indicação direta: "minha gente pode perguntar o Vosso nome. Como Vos chamais? Disse-lhe Deus: EU SOU. Dirás aos Filhos de Israel que Eu Sou o está enviando para libertá-los". O que dizer diante desta afirmativa tão simples? “Eu Sou”, que é O mesmo que Era, e que há de vir, está dizendo que é. Não sei quanto a você, mas não me resta nenhuma dúvida desta Palavra de Verdade. Soa como: “diga-lhes a verdade”.

O diálogo de Pilatos com Jesus (João 18:37-38), após a Sua prisão, nos mostra um pouco mais sobre a verdade. "Perguntou-lhe, pois, Pilatos: Logo Tu és rei? Respondeu Jesus: Tu dizes que Eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a Minha voz. Perguntou-lhe Pilatos: Que é a verdade? E dito isto, de novo saiu a ter com os judeus, e disse-lhes: Não acho nele crime algum”. Penso que Pilatos desperdiçou ali um momento esplendoroso de ter essa revelação vinda direto da Fonte. Infelizmente (?) virou-Lhe as costas e voltou ao seu mundo. Penso que essa passagem nos mostra que muitas vezes nos deparamos com Ela (a verdade) mas a ignoramos completamente, pois estamos presos ao que podemos ver, ou ao que podemos conhecer com os olhos naturais.

Incontáveis vezes a Bíblia nos mostra Jesus iniciando seus discursos com a expressão: “Em verdade, em verdade Vos digo...”. Olhando para esses textos agora, sinto-me um tolo diante do esforço do Mestre em me dizer aquilo que eu quase quero ignorar, dando as costas para Ela e vivendo meu mundo. Não obstante, Ele insiste em dizê-la para nós, no decorrer dos séculos, se afirmando a cada dia através da Sua Palavra.

Quem Ela é?

Antes de encontrar a definição exata, como um bom cientista tem que fazer, procurei pistas sobre Ela nas Escrituras e fui descobrindo pouco a pouco um emaranhado celestial de um pedaço do caráter divino, exemplificado pela verdade em si mesma.
A tricotomia de Deus nos parece mostrar que Ele é ao mesmo tempo três e um. E sendo assim, se Ele é a verdade, Seus três Eu’s também deveriam ser. E são!

Deus da Verdade. Salmos 31:5 nos ensina: “Nas Tuas mãos entrego o meu espírito; Tu me remiste, ó Senhor, Deus da verdade”.

Jesus é a Verdade. Em João 14:6, vemos: “Eu Sou o Caminho, e a Verdade, e a Vida; ninguém vem ao Pai, senão por Mim”.

Espírito da Verdade. João 14:17 diz que: “o Espírito da Verdade, o qual o mundo não pode receber; porque não O vê nem O conhece; mas vós O conheceis, porque Ele habita convosco, e estará em vós”. E continua em João 16:13, afirmando: “Quando vier, porém, Aquele, o Espírito da Verdade, Ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por Si mesmo, mas dirá o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas vindouras”.

Quem Ela não é?

Seguindo essa linha de visão, era de se esperar que as forças antagônicas – se é que podemos classificá-las deste modo – se opunham à Verdade absoluta de Deus. E podemos ver claramente isso na explanação de Jesus com relação ao diabo, como está em João 8:44: “ele é homicida desde o princípio, e nunca se firmou na verdade, porque nele não há verdade; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio; porque é mentiroso, e pai da mentira”.

Importante ressaltar aqui neste ponto que o diabo, apesar de não estar na verdade, é uma verdade. Diferentemente do que muitos tentam mistificar afirmando que não há inferno ou demônios. Ora, se assim fosse, a afirmação de Nosso Senhor estaria longe da verdade e uma vez que isso não é verdade, cai por terra toda defesa maligna da não existência do mal. O mal existe e se sustenta na mentira.

O que Ela faz?

Depois de descobrir quem Ela é e quem Ela não é, percebi que poderia andar mais por esse caminho e encontrei algumas explicações perfeitas sobre o que a Verdade faz.

A verdade que salva. Salmos 15:1-2 nos mostra: “Quem, Senhor, habitará na Tua tenda? quem morará no Teu santo monte? Aquele que anda irrepreensivelmente e pratica a justiça, e do coração fala a verdade”.

A verdade que liberta. Provérbios 14:25 diz: “A testemunha verdadeira livra as almas; mas o que fala mentiras é traidor”. Provérbios 16:6 ensina: “Pela misericórdia e pela verdade expia-se a iniqüidade; e pelo temor do Senhor os homens se desviam do mal”. Em João 8:31-32 vemos uma afirmação mais detalhada: “Se vós permanecerdes na Minha palavra, verdadeiramente sois Meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.

A verdade que cura. Em Isaías 38:3, vemos a reivindicação do rei Ezequias após a sentença de morte decretada por Deus: “Lembra-Te agora, ó Senhor, peço-Te, de que modo tenho andado diante de Ti em verdade, e com coração perfeito, e tenho feito o que era reto aos Teus olhos”.

A verdade que santifica. A oração de Jesus em João 17:17 nos garante esse poder da Verdade: “Santifica-os na verdade, a Tua palavra é a verdade”.

O que Ela é?

Essa era a pergunta que deu origem a todo o texto. O que é a verdade? Sendo Ela uma característica do Criador, é de se esperar que assuma múltiplas definições, já que a multiforme sabedoria de Deus e Sua justiça são infinitas.

A verdade que é lei. "A Tua justiça é justiça eterna, e a Tua lei é a verdade". Salmos 119:142.
A verdade que é justiça. "Quem fala a verdade manifesta a justiça; porém a testemunha falsa produz a fraude". Provérbios 12:17.
A verdade que é refúgio. "Ele Te cobre com as Suas penas, e debaixo das Suas asas encontras refúgio; a Sua verdade é escudo e broquel". Salmos 91:4.

A essa altura do texto, já devemos ter respondido a um sem fim de questionamentos acerca da verdade.

A verdade nos traz vida. "andando nos Meus estatutos, e guardando as Minhas ordenanças, para proceder segundo a verdade; esse é justo, certamente viverá, diz o Senhor Deus". Ezequiel 18:9

A verdade nos leva para a luz. "Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que seja manifesto que as suas obras são feitas em Deus". João 3:21

A verdade que destrói. "Faze recair o mal sobre os meus inimigos; destrói-os por Tua verdade". Salmos 54:5.

A verdade, afinal é Uma só e devemos buscá-La diligentemente se quisermos agradar a Deus. Ele busca os adoradores que O adorem em espírito e em verdade e aqueles que vivem na contra-mão dessa jornada têm dificuldades de enxergá-la de pronto.

"Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor; mas os que praticam a verdade são o seu deleite". Provérbios 12:22.

A essência do amor é verdade, pois o próprio amor tem em si a necessidade de ser verdadeiro. Deus é amor e o "[AMOR] não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade". 1 Coríntios 13:6.

É um desejo de Deus que andemos pelo caminho que Ele mesmo traçou para nós.

A verdade como desejo de Deus. "Eis que desejas que a verdade esteja no íntimo; faze-me, pois, conhecer a sabedoria no secreto da minha alma". Salmos 51:6.
"O qual [Deus] deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade". 1 Timóteo 2:4.

Ao mesmo tempo que buscamos respostas para nossas questões, o Pai Celeste nos busca carinhosamente a um relacionamento real e Real. É necessário que mudemos nossos rumos, que andemos em novidade de vida, que deixemos de lado aquilo que nos afasta do desejo de Deus.

Ao encontramos a verdade em nossa frente, somos impulsionados a viver em alegria, pois não mais somos escravos da mentira e do pecado. A verdade que nos encontrou fez em nós morada e mesmo que lutemos contra forças contrárias às que nos foram determinadas, Deus nos olha com Seu perdão incontrolável e nos garante a certeza da vitória em nome de Seu Filho Amado.

Vivamos a alegria, mas não como outrora andávamos, pois a mentira encobria a nossa visão da verdade. "Pelo que celebremos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da malícia e da corrupção, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade". 1 Coríntios 5:8

No amor de Jesus.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Promessas Cumpridas


Existem infinitas promessas de Deus. Sua Palavra, viva e eficaz, é capaz de atender a toda a humanidade e cumprir-se segundo o propósito ao qual foi enviada.

Cada um que ouve a palavra de Deus a recebe de uma forma específica, pois Deus trata cada um de nós individualmente.

Deus, o Todo Poderoso, é um deus de promessas, que nunca deixou de cumprir nenhuma delas, até porque, pela Sua grandeza, onipotência, imutabilidade, não precisa de tempo para realizar milagres. Creio que todas as promessas que Deus fez ao homem já foram realizadas. Creio que Deus não está preso a tempo ou espaço, pois para Ele não pode existir amanhã, uma vez que é Eterno (sempiterno).

As promessas de Deus são nossa chave de vitória. Se há uma palavra para nossa vida, então é nela que nós devemos nos focar. Se eu recebo uma revelação (seja ela de forma audível ou plantada em meu coração) e sei que ela é de Deus, então não há nada que possa evitá-la de se cumprir.

Eu creio também que há condições para a realização de algumas promessas. Eu sei que Deus é onipotente. Eu sei que Sua vontade é soberana. Mas sei também que Ele tem certa preferência pelo processo de tratamento. Vejo muito isso de Deus. A meu ver, Deus sabe das nossas limitações, e que por isso, lida conosco através de processos de tratamento, que algumas vezes são demorados.

Para vivermos as promessas de Deus, precisamos estar atentos a alguns aspectos:

1) É preciso entender a cruz de Cristo

A cruz é um lugar de redenção, de resgate. É nela que depositamos nossas transgressões, nossas ansiedades, nossas mazelas. É através da cruz que obtemos nossa salvação e ela nos confronta, nos leva ao arrependimento. Sem arrependimento, não há perdão de pecados.

Eu e você precisamos da cruz para nos achegarmos a Deus. Jesus morreu na cruz por nós e Ele mesmo nos diz que os aflitos e cansados devem ir até Ele para obter o alívio. Logo, devemos ir até a cruz de Cristo, arrependendo-nos dos nossos pecados e recebendo a paz que excede todo entendimento.

2) É preciso carregar nossa cruz

Temos uma cruz para levar. Não uma de madeira, com cravos e espinhos. Mas temos nosso preço a pagar. É necessário para o cristão – principalmente para aquele que busca as promessas de Deus – uma vida de transformação. Não se pode admitir um velho homem carregando uma cruz. É necessário nascer de novo. Precisamos abandonar as velhas práticas que nos submetiam à servidão a Satanás. Sem uma cruz, o cristão vive uma religiosidade; algo que nos cega, que nos confunde o caminho e que nos afasta de Deus.

3) É preciso esperar o tempo de Deus

Todos nós queremos nossas bênçãos imediatas. Se eu tenho algo que me aflige, quero logo me livrar disso. Quero que aquilo que me faz mal suma e dê lugar – imediatamente – à mansidão, à paz. Mas será que nós estamos prontos para o momento? Se Deus é eterno, logo não se pode esperar que Ele esteja preso a algum tipo de calendário.

A bíblia diz que um dia para Deus é como mil anos. É claro que isso pode ser considerado uma metáfora, pois mais uma vez, a limitação humana não tem como explicar Deus. Mas esse número pode expressar de forma concisa que Deus é Senhor do tempo.

De tal forma, Ele sabe o melhor momento para nós, em tudo o que Ele faz e em tudo o que nós vivemos. O tempo de Deus é perfeito (kairos). Se eu espero uma promessa em minha vida, preciso estar preparado para vivê-la e como não sou perfeito (mas Deus é), preciso esperar com paciência no Senhor. Preciso saber que Ele é fiel e justo e que o que prometeu vai se cumprir.

4) É preciso perseverar

De igual modo, não podemos jamais deixar de crer nas promessas de Deus. Se nossa fé agrada o coração de Deus, creio também que ela é capaz de acelerar a liberação da bênção. Precisamos perseverar em oração, como se estivéssemos lembrando Deus que Ele nos prometeu algo e que nós permaneceremos firmes na fé, na certeza das coisas que ainda não vemos, mas que irão se cumprir.

Deus não se limita às promessas que estão escritas na Bíblia. De alguma forma, creio que tudo o que nós precisamos saber está lá, porém, há mistérios que Ele nos revela de outras formas. E para alcançarmos esse canal de comunicação, é preciso uma vida de comunhão com Ele.

A Bíblia diz no Evangelho segundo João 21:25 “Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem. Amém.”

De uma forma ou de outra, isto é, seja através do conhecimento das escrituras, seja através de revelações de Deus, iremos nos deparar com infinitas promessas durante a nossa caminhada. Eu vejo Deus como um pai que quer realizar o milagre em nossa vida. Ele quer isso.

Ele quer por exemplo, nos dar suprimento e provisão.
 “E o meu Deus, segundo a Sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades.” Fp. 4:19

Ele quer nos purificar, nos justificar, nos tornando aptos para o recebimento de outras bênçãos.
 “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” 1 Jo. 1:9

“e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se desviar dos seus maus caminhos, então eu ouvirei do céu, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.” 2 Crônicas 7:14

Ele quer que saibamos que Ele jamais nos abandonará.
 “pode uma mulher esquecer-se de seu filho de peito, de maneira que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, não me esquecerei de ti.” Is. 49:15

Ele quer nos dar um lugar de destaque, uma morada celestial, real.
“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. Ao que vencer, eu lhe concederei que se assente comigo no meu trono.” Ap. 3:20-21

“Mas, como está escrito: As coisas que olhos não viram, nem ouvidos ouviram, nem penetraram o coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam.” 1 Coríntios 2:9

Deus quer nos dar paz, quer nos socorrer.
“Oferece a Deus sacrifício de louvor, e paga ao Altíssimo os teus votos. E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás.” Salmos 50:14-15

“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.” Salmos 46:1

Deus quer nos dar muito mais.
“Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.” João 15:7

Acima de todas as promessas, Deus quer que recebamos nossas bênçãos o mais rápido possível.
“O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se.” 2 Pe. 3:9

Glórias a Deus porque temos acesso direto ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A fidelidade inevitável de Deus

Venho pensando ultimamente num conceito muito importante, diria eu talvez, fundamental do evangelho de Cristo, que é o conceito de fidelidade. Não obstante, impossível é desatrelar este conceito de um outro, que interligados, formam um par perfeito: confiança. Confiamos em quem é fiel.

Outro dia desses me deparei com uma citação num muro do Centro do Rio de Janeiro que dizia: "o homem está condenado a ser livre", de Jean Paul Sartre. Imediatemente, fui bombardeado de pensamentos e meditações. Logo ele, Sartre, um ateu, pensei eu, iria me fazer refletir com suas filosofias?? Enfim... Deus é fiel quando dá ao homem a liberdade de escolha de seus caminhos. Quando optamos por ir por esta ou aquela estrada, quando optamos por nos juntarmos a esta ou aquela pessoa, quando optamos por bênção ou maldição...

Quer você goste, quer não goste, quer aceite ou não aceite, quer creia ou rejeite, não importa, Jesus é Deus. Ele é Deus dos crentes, dos não crentes, dos ateus, dos anjos e dos demônios. Jesus Cristo é inevitável.

Ele é o único que é digno de se confiar, de se entregar inteiramente. E confiar em Deus é entregar a Ele o controle da situação, é abrir mão da tentativa natural de resolução do problema, é acreditar no sobrenatural e é também esperar.

Confiamos verdadeiramente em Deus quando conhecemos o Seu caráter, uma vez que não podemos confiar naquilo que não conhecemos. Se não confiamos em Deus é porque ainda não O conhecemos de verdade ou porque ainda não tivemos experiências espirituais com Ele (ou, em último caso, porque somos rebeldes mesmo). Podemos confiar em Deus porque Ele é fiel.
Deus é fiel !

Essa frase, tão conhecida, tão repetida, quase uma reza, caiu nas graças dos evangélicos como que sendo a solução para todos os seus problemas. Quando se está num desafio, diz-se: "Deus é fiel". Se há um livramento, "Deus é fiel". Quando se deseja muito uma coisa, "Deus é fiel". Percebe-se uma tentativa de se apegar àquilo que se quer de Deus, "submetendo-O" às necessidades individuais. Faz-se, com isso, a loucura de colocar Deus como servo de homens.

Seria Deus fiel a homens? Afinal, Deus é fiel a que/quem ?

Admitimos que a fidelidade de Deus, em sua essência, é algo bom para nós, não importando qual seja a nossa posição diante Dele. Assumimos que Deus concede algo ao Seu povo em decorrência de Sua fidelidade direta e estrita a homens que merecem ser observados em suas angústias e aflições. Ou seja, de alguma maneira os homens adquiriram méritos a ponto do Senhor tornar-Se devedor deles. Como Deus é um bom pagador de dívidas, haverá de conceder aquilo que se almeja, e por isso se diz: "Deus é fiel".

Sl. 33:4 diz: "Porque a Palavra do Senhor é reta, e todo o Seu proceder é fiel."
Em Dt. 7:9, vemos: "Saberás, pois, que o Senhor, teu Deus, é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e misericórdia até mil gerações aos que o amam e cumprem os Seus mandamentos."
Em Dt. 32:4, vemos: "Ele é a Rocha; suas obras são perfeitas, porque todos os seus caminhos são justos; Deus é fiel e sem iniqüidade; justo e reto é ele."

Baseado nesses textos (existem muitos outros que falam da fidelidade de Deus) é possível admitir que a fidelidade de Deus aponta para desejos humanos? É possível confundir promessa com vontade?

Deus é fiel à Sua Palavra, como está escrito em Jr. 1:12: "pois Eu [o Senhor] velo sobre a Minha Palavra para cumpri-La". E isso é facilmente compreensível, visto que o Seu Descendente, que é Cristo, é a Sua própria Palavra encarnada e, especificamente, a Palavra é o alvo da fidelidade de Deus. "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus." (João 1:1)

Se Deus fosse fiel a homens teria que ser fiel mesmo quando estes desobedecessem Sua Palavra, mas a bíblia destaca que Deus é fiel à Sua Palavra, quer os homens creiam ou não. Deus permanecerá fiel, visto que negará aqueles que O negarem. "Palavra fiel é esta: que, se morrermos com ele, também com ele viveremos; Se sofrermos, também com ele reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará; Se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo." (2Tm. 2:11-13) "E digo-vos que todo aquele que me confessar diante dos homens também o Filho do homem o confessará diante dos anjos de Deus. Mas quem me negar diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus." (Lc. 12:8-9)

Deus é fiel !

O que se pode dizer acerca da fidelidade de Deus, no que concerne às quatro passagens:
1Co. 6:9-10 / Gl. 5:19-21 / Ap. 21:8 / Ap. 22:15 ?

Ou será que Ele não será fiel aos injustos, devassos, idólatras, adúlteros, efeminados, sodomitas, ladrões, avarentos, bêbados, maldizentes e roubadores ?  O que dizer então dos que cometem prostituição, impureza, lascívia, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, glutonarias e outras coisas ? E quanto aos tímidos, incrédulos, abomináveis, e aos fornicadores ? Ficarão de fora os cães, os que se prostituem, e qualquer que ama e comete a mentira ?

A fidelidade de Deus à Sua Palavra diz que a parte destes todos será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte.

Graças a Deus que a fidelidade do Pai aponta para Cristo, "porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus."

Bendito seja Deus, pois podemos dizer, como está escrito em Dt. 7:9: “Saberás, pois, que o SENHOR teu Deus, ele é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos.”

Louvado seja o nome do Senhor, pois podemos crer na promessa em 1 João 5:14-15:
"E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos."

Deus é fiel quando diz em João 15:7: "Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito."

Fiel e justo é o Deus do salmista que diz: "Oferece a Deus sacrifício de louvor, e paga ao Altíssimo os teus votos. E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás." (Sl. 50:14-15)

Outro salmista também cria na fidelidade de Deus quando disse: "Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia." (Salmos 46:1)

Deus não muda, Aleluia. Ele é eterno, sempiterno, fiel, amável, misericordioso. Podemos esperar Dele a realização de nossos sonhos se estivermos de acordo com a Sua Palavra, a qual é zelada por Ele. Busque-O, esforce-se para encontrá-Lo, batalhe pela fé, ore, sacrifique-se para conhecê-Lo. Como está escrito: "buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas." (Mt. 6:33)

Paz de Cristo

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Amizade

As redes sociais são ótimos mecanismos de encontro. Com elas podemos rever pessoas que há muito não vemos, podemos encontrar velhas e novas amizades, antigos amores, gente que nem lembrávamos mais da existência.

Paradoxalmente, o enlace virtual proporcionado nos dá uma falsa impressão de proximidade. Achamos que a simples exposição do nosso ir e vir (como um "estou fazendo a unha" ou "fui levar o dog pra passear") é capaz de estreitar a distância quase abismal que nos separa.

Nada, porém, absolutamente nada substitui o laço emocional que nos une. A relação mútua entre cada par é maior do que bits eletrônicos. A amizade que nos aproximou um dia vale muito mais do que um simples "add".

Tratemos de nos buscar mais e estarmos presentes física e realisticamente. Marquemos encontros, visitas, saídas. Liguemos uns para os outros. Nos importemos mais. No final da nossa jornada aqui no mundo, quando pararmos e olharmos para os lados, vamos querer ver gente; que nos conhece, que caminhou conosco, que esteve presente, e não uma vasta lista de contatos.

Um beijo grande a todos.
Não um beijo serial, via cabo de rede, mas um na bochecha, bem real e acompanhado de um abraço caloroso.
:)

"Em todo o tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão."
(Provérbios 17:17)